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Como defender a diversidade na empresa

O mês de junho foi marcado por dois eventos importantes, o movimento Black Lives Matter e também o Dia do Orgulho LGBT+ e não é por menos. De acordo com a pesquisa internacional Getting to Equal 2020: Pride, apenas 31% dos funcionários LGBT+ em todo o mundo se sentem à vontade para se abrir sobre sua orientação sexual e/ou sua identidade de gênero no trabalho. Quando falamos sobre racismo, mesmo considerando que 55,8% da população brasileira seja parda ou preta, de acordo com uma pesquisa da Ethos com 500 empresas do Brasil, apenas 4,7% dos negros ocupam cargos em níveis executivos. Somente 2% dos funcionários das maiores empresas brasileiras são pessoas com deficiência e 94,2% dos cargos executivos pertencem a brancos.


Dialogar sobre a diversidade é muito importante para a sociedade como um todo e também é um convite para todas as empresas repensarem suas políticas de inclusão, que devem ir muito além do discurso. É essencial que a diversidade e inclusão sejam pensadas para promover a responsabilidade social e de fato trabalhar para mudar as estatísticas.


Promover a diversidade dentro do ambiente corporativo pode trazer muitos benefícios, segundo o relatório "Delivering through diversity", empresas que apostam em um quadro de funcionários mais diversos, tendem a obter 21% mais lucro quando há diversidade de gênero e 35% mais lucro quando há diversidade racial. Além de estarmos mostrando evolução, é importante incluir e dar espaço para a todos os tipos de pessoas. Mostrar que a empresa é múltipla e se importa com a pluralidade dos colaboradores é fundamental para diminuir a desigualdade e aumentar oportunidades. Então, como colocar em prática ações de inclusão dentro das empresas?


A resposta para isso parece simples: o quadro dos colaboradores de uma empresa deve refletir uma sociedade diversificada.


Deve ser um papel do RH e dos gestores manter e criar políticas de inclusão, que não se resumem apenas na contratação, mas que também incluem programas de promoção e ascensão desses grupos dentro da empresa. A desigualdade de oportunidades anteriores também é um fator que deve ser considerado, por isso é tão importante investir em planos de carreira e em capacitação dos profissionais que foram impactados pela desigualdade estrutural. Além de incluir minorias, é interessante abrir espaço para pessoas em vulnerabilidade e que tem mais dificuldade na hora de buscar emprego. São elas: ex presidiários, transsexuais, pessoas que não tem moradia fixa.


Se a questão envolve os gestores, eles também precisam refletir os valores da empresa. Por isso, é válido investir em treinamentos com a liderança para identificar quais são as barreiras que impedem um quadro de colaboradores diversificado. Não basta só falar, é preciso agir e mostrar realmente que se importa com essa questão. Ir além do discurso e colocar em prática. Claro que a imagem é importante, mas os valores devem ser reais e ser mesmo algo que faça parte do propósito da empresa. Hoje em dia não basta ter apenas um bom produto ou serviço, os consumidores estão preocupados em como a empresa ajuda a melhorar o mundo e fazer dele um ambiente propício para todos.


Outra ação que envolve a comunicação interna é manter campanhas de conscientização, não apenas em datas especiais, mas que façam parte da cultura da empresa. Dialogar sobre o preconceito e inclusão é válido para abrir novos olhares e atitudes sobre o tema. Além de ações com palestras, rodas de conversas (mesmo online) e campanhas, é preciso ter uma política clara com regras internas que condenem qualquer prática intolerante dentro do ambiente corporativo e dê voz para as minorias. Que os funcionários possam ter outra perspectiva e ouçam as histórias e a importância de um ambiente mais inclusivo.


Levando tudo isso em consideração, podemos dizer que as principais práticas que podem ser tomadas pelas equipes são:


  • Rever como está sendo o processo de contratação

  • Investir em treinamentos e planos de carreira

  • Buscar uma capacitação e envolvimento dos gestores no tema

  • Investir em campanhas de conscientização

  • Políticas anti-intolerância

  • Buscar conhecer a realidade dessas pessoas, através de ONG’s e serviços sociais


Investir em diversidade, além de ser benéfico para os negócios, é uma ação que pode tornar a economia mais social e é um passo a mais para ajudar a solucionar problemas tão enraizados como o racismo e a homofobia. Isso afeta na imagem da empresa, e pode ter grandes melhorias em relação ao desenvolvimento da inovação e criatividade, a empresa tem muito a ganhar tendo colaboradores diversos com opiniões variadas que podem acrescentar muito nas soluções e ideias.


A Dialog.ci apoia toda a diversidade e também pode te ajudar a tornar a empresa ainda mais inclusiva. Com a ferramenta de comunicação interna e RH é possível investir em campanhas de conscientização, atingindo 100% dos colaboradores, além da rede social corporativa, que é um ótimo meio de dar voz aos colaboradores para falar desse tema tão importante. Além disso, a Dialog tem a funcionalidade de promover eventos e quizzes que possam abordam o tema para a conscientização de todos. Conheça mais da ferramenta aqui.


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